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27 de julho de 2009

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Postado por Ana Paula às 20:19 1 comentários



Confesso que a idéia de construir um portfólio eletrônico com a visão de uma avaliação formativa no curso da disciplina de Educação Espaço Político e Pedagógico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, assustou-me um pouco a princípio. Mas aos poucos fui deixando esse "suposto medo" de lado e deliciando-me nesse mundo de blogs com diversas ferramentas maravilhosas, que contribuem para expor as idéias e
nossas criatividades.
Este blog contêm minhas produções enquanto aluna, dos processos vivenciados durante minha aprendizagem e dos meus conhecimentos adquiridos.
Uma das características principais foi a autonomia que eu tive ao construir e elaborar meu blog. Eu escolhi tudo, e o que mais gostei de escolher foi o visual que meu blog teria, tomei decisões próprias, escolhi como organizar as ferramentas e o que colocar no blog e a usar as múltiplas linguagens que a internet nos oferece.
Observei que desde a minha primeira produção no blog, eu melhorei, e consegui avançar no desenvolvimento de minhas reflexões. Na última reflexão que está abaixo desta, eu não queria parar de escrever ... me empolguei! Isso representa meu processo de evolução.
Foi fácil fazer as reflexões? Nem um pouco, foi difícil, chato, as vezes cansativo no princípio ... mas tudo mudou! kkkkk
Procurava coisinhas "Cutes" para enfeitar meu blog, fui a cada dia tentando me organizar para escrever no blog e a gostar dele, pois ele é minha criação, minha identidade.
O portfólio representou para mim uma ferramenta de aprendizado constante e desenvolvimento dos conhecimentos que adquiri durante este período, aprendi a observar, registrar e refletir.

Fico pensando no que irei fazer com este blog ao terminar esta disciplina, pois este blog foi um requisito do professor Ivanildo para a disciplina de Educação Espaço Político e Pedagógico 3 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Com o fim da disciplina neste período, o blog devia acabar não é? Pois o requisito foi cumprido com sucesso!
Mas pretendo seguir com este blog!

Obrigada professor Ivan por me proporcionar está nova forma de aprendizado e de avaliação formativa e por extrair de mim algo de bom, que esta sendo aperfeiçoado a cada dia para se tornar melhor no futuro.
Valeu a experiência!

Então me aguardem!

Até mais!




11 de julho de 2009

O Currículo Modelado pelos Professores

Postado por Ana Paula às 16:57 2 comentários



Reflexão baseada no texto 6:O currículo: uma reflexão sobre a prática. GIMENO SACRISTÁN discutido em sala de aula.
A Bibliografia se encontra no final do texto.

O Currículo Modelado pelos Professores

O desenvolvimento do currículo é um processo de tomadas de decisões por instâncias ordenadas e o papel dos outros atores educativos seria assim, o de procurar cumprir as diretrizes decididas.
O que vêm a ser um currículo modelado?
O currículo modelado é o resultado das representações dos professores sobre os diversos níveis de decisão curricular, pois cabem aos professores questões sobre a participação e responsabilidade docente em relação à elaboração de planos de ensino, definição de ementas e definição de componentes curriculares.
O texto fala que o currículo molda os docentes, mas quem aplica esse currículo na prática são os próprios professores, que são sujeitos ativos que podem intervir na prática para mudar, contribuindo com seus significados e com suas vivências.
Contudo, vemos a necessidade do professor ser um mediador entre o currículo e o aluno, por isso há necessidade de ter um professor pesquisador, com um nível de conhecimento superior ao do aluno, para que assim possa intervir na comunidade do aluno, melhorando sua prática de ensino e assim mantendo uma interação com o meio externo a escola.
O professor tem o poder de enriquecer ou empobrecer sua prática pedagógica, com tudo o comprometimento, a autonomia e a qualidade são fundamentais para um trabalho com prática libertadora em relação ao aluno. Através da autonomia o professor pode desenvolver sua profissionalização.
Perrenoud (2001) classifica a profissão de professor como uma "semiprofissão"; como um ofício em vias de profissionalização. Isso quer dizer que falta a essa profissão uma base de conhecimentos teóricos e procedimentais comuns e uma explicitação dos próprios esquemas e das formas de desenvolvê-los e avaliá-los, como ocorre em outras profissões;
Quanto ao professor? Que conhecimentos mínimos deve deter? Que procedimentos deve aplicar? Que resultados obter? Quem regula as normas de conduta? Qual é o seu código de ética? Perrenoud explica o termo "semiprofissão, como profissões que respondem a alguns critérios e não a outros, ou satisfazem razoavelmente cada um deles", como é o caso da enfermagem, do trabalho social e do ensino (2001, p. 137).
O saber da experiência pode conferir maior autonomia profissional ao professor, e juntamente com outras competências profissionais para tornar realizável o processo de profissionalização.
Um fator que prejudica a prática profissional do professor é a falta de tempo de planejar. Há um adágio popular que diz: "não há ventos favoráveis a quem não sabe para onde navegar", determina com clareza o que queremos alcançar e planejar com eficiência as ações para chegar ao desejado são condições indispensáveis para o sucesso.
Mas por que deve-se planejar?
Muitos professores pensam que tudo já está planejado nos livros-texto ou nos materiais de apoio ao professor, que são adotados, por isso só reproduzem os conteúdos que estão nos livros. Outros acabam pensando que sua experiência como professor é suficiente para ensinar com eficiência.
Ao planejarmos estabelecemos condições que favorecem a aprendizagem do aluno, pois através do planejamento temos a oportunidade de prever as estratégias que usaremos para conseguir que os objetivos sejam alcançados.
É um dever do professor estimular e despertar o interesse dos seus alunos, mas para despertar o interesse o professor precisa conhecer esse aluno, precisa saber quais as vivências desses alunos.
que o professor sai da mesmice da sala de aula de fazer seus alunos copiarem textos do quadro. Não é melhor que eles produzam o próprio texto individualmente ou coletivamente? Espera-se um professor dinâmico, cabe a ele mediar o processo de aprendizagem. O que precisamos é de um professor que seja inovador, ousado e criativo.
A aprendizagem torna-se uma atividade interpessoal, articulada pela interação do aluno e do professor, em torno da realizaçãode tarefas definidas. Os agentes (professor e aluno) trazem para a sala de aula seus conhecimentos, habilidades, valores e expectativas que, de acordo com as relações estabelecidas, poderá propiciar o desenvolvimento de seu senso crítico e responsabilidade individual na construção de seu saber.
Nessa perspectiva, o professor é o orientador do processo de ensino-aprendizagem. A finalidade de sua intervenção é contribuir para que o aluno, centro da ação pedagógica, desenvolva sua capacidade de realizar aprendizagens significativas, aprendendo a aprender e construindo seus conhecimentos, por meio da formação de ações básicas de um pesquisador, sendo capaz de observar, refletir, indagar, produzir, desenvolvendo sua consciência crítica e autonomia intelectual e social.
Há professores que trabalham individualmente e coletivamente. Para cada competência profissional há um determinado tipo de conhecimento necessário para o objetivo da mesma.
O professor precisa do outro para completar seu aprendizado e para a troca de experiências, o compartilhamento de saberes entre professores é fundamental apara seu desenvolvimento profissional e para a melhoria da instituição de ensino, pois as relações constituem-se através da coletividade.

Esse texto aborda muitos aspectos que eu poderia fikar horas e horas escrevendo, mas prefiro parar por aqui.

Qualquer coisa eu volto para complementar ok!


BIBLIOGRAFIA:

GIMENO SACRISTÁN, J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed, Porto Alegre, Artmed, 2000.

PERRENOUD, Philippe. A ambigüidade dos saberes e da relação com o saber na profissão de professor. In: Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza, do mesmo autor. Porto Alegre: Artmed Ed, 2001, p. 135-193.
 

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