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11 de julho de 2009

O Currículo Modelado pelos Professores

Postado por Ana Paula às 16:57 2 comentários



Reflexão baseada no texto 6:O currículo: uma reflexão sobre a prática. GIMENO SACRISTÁN discutido em sala de aula.
A Bibliografia se encontra no final do texto.

O Currículo Modelado pelos Professores

O desenvolvimento do currículo é um processo de tomadas de decisões por instâncias ordenadas e o papel dos outros atores educativos seria assim, o de procurar cumprir as diretrizes decididas.
O que vêm a ser um currículo modelado?
O currículo modelado é o resultado das representações dos professores sobre os diversos níveis de decisão curricular, pois cabem aos professores questões sobre a participação e responsabilidade docente em relação à elaboração de planos de ensino, definição de ementas e definição de componentes curriculares.
O texto fala que o currículo molda os docentes, mas quem aplica esse currículo na prática são os próprios professores, que são sujeitos ativos que podem intervir na prática para mudar, contribuindo com seus significados e com suas vivências.
Contudo, vemos a necessidade do professor ser um mediador entre o currículo e o aluno, por isso há necessidade de ter um professor pesquisador, com um nível de conhecimento superior ao do aluno, para que assim possa intervir na comunidade do aluno, melhorando sua prática de ensino e assim mantendo uma interação com o meio externo a escola.
O professor tem o poder de enriquecer ou empobrecer sua prática pedagógica, com tudo o comprometimento, a autonomia e a qualidade são fundamentais para um trabalho com prática libertadora em relação ao aluno. Através da autonomia o professor pode desenvolver sua profissionalização.
Perrenoud (2001) classifica a profissão de professor como uma "semiprofissão"; como um ofício em vias de profissionalização. Isso quer dizer que falta a essa profissão uma base de conhecimentos teóricos e procedimentais comuns e uma explicitação dos próprios esquemas e das formas de desenvolvê-los e avaliá-los, como ocorre em outras profissões;
Quanto ao professor? Que conhecimentos mínimos deve deter? Que procedimentos deve aplicar? Que resultados obter? Quem regula as normas de conduta? Qual é o seu código de ética? Perrenoud explica o termo "semiprofissão, como profissões que respondem a alguns critérios e não a outros, ou satisfazem razoavelmente cada um deles", como é o caso da enfermagem, do trabalho social e do ensino (2001, p. 137).
O saber da experiência pode conferir maior autonomia profissional ao professor, e juntamente com outras competências profissionais para tornar realizável o processo de profissionalização.
Um fator que prejudica a prática profissional do professor é a falta de tempo de planejar. Há um adágio popular que diz: "não há ventos favoráveis a quem não sabe para onde navegar", determina com clareza o que queremos alcançar e planejar com eficiência as ações para chegar ao desejado são condições indispensáveis para o sucesso.
Mas por que deve-se planejar?
Muitos professores pensam que tudo já está planejado nos livros-texto ou nos materiais de apoio ao professor, que são adotados, por isso só reproduzem os conteúdos que estão nos livros. Outros acabam pensando que sua experiência como professor é suficiente para ensinar com eficiência.
Ao planejarmos estabelecemos condições que favorecem a aprendizagem do aluno, pois através do planejamento temos a oportunidade de prever as estratégias que usaremos para conseguir que os objetivos sejam alcançados.
É um dever do professor estimular e despertar o interesse dos seus alunos, mas para despertar o interesse o professor precisa conhecer esse aluno, precisa saber quais as vivências desses alunos.
que o professor sai da mesmice da sala de aula de fazer seus alunos copiarem textos do quadro. Não é melhor que eles produzam o próprio texto individualmente ou coletivamente? Espera-se um professor dinâmico, cabe a ele mediar o processo de aprendizagem. O que precisamos é de um professor que seja inovador, ousado e criativo.
A aprendizagem torna-se uma atividade interpessoal, articulada pela interação do aluno e do professor, em torno da realizaçãode tarefas definidas. Os agentes (professor e aluno) trazem para a sala de aula seus conhecimentos, habilidades, valores e expectativas que, de acordo com as relações estabelecidas, poderá propiciar o desenvolvimento de seu senso crítico e responsabilidade individual na construção de seu saber.
Nessa perspectiva, o professor é o orientador do processo de ensino-aprendizagem. A finalidade de sua intervenção é contribuir para que o aluno, centro da ação pedagógica, desenvolva sua capacidade de realizar aprendizagens significativas, aprendendo a aprender e construindo seus conhecimentos, por meio da formação de ações básicas de um pesquisador, sendo capaz de observar, refletir, indagar, produzir, desenvolvendo sua consciência crítica e autonomia intelectual e social.
Há professores que trabalham individualmente e coletivamente. Para cada competência profissional há um determinado tipo de conhecimento necessário para o objetivo da mesma.
O professor precisa do outro para completar seu aprendizado e para a troca de experiências, o compartilhamento de saberes entre professores é fundamental apara seu desenvolvimento profissional e para a melhoria da instituição de ensino, pois as relações constituem-se através da coletividade.

Esse texto aborda muitos aspectos que eu poderia fikar horas e horas escrevendo, mas prefiro parar por aqui.

Qualquer coisa eu volto para complementar ok!


BIBLIOGRAFIA:

GIMENO SACRISTÁN, J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed, Porto Alegre, Artmed, 2000.

PERRENOUD, Philippe. A ambigüidade dos saberes e da relação com o saber na profissão de professor. In: Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza, do mesmo autor. Porto Alegre: Artmed Ed, 2001, p. 135-193.

30 de junho de 2009

O Currículo e os Conteúdos

Postado por Ana Paula às 22:49 0 comentários



Reflexão baseada no texto 4: O Currículo: Os Conteúdos do Ensino ou uma Análise Prática de GIMENO SACRISTÁN discutido em sala de aula.
A Bibliografia se encontra no final do texto

Segundo Paulo Freire Ensinar não é transmitir conhecimentos, mas criar condições para a sua construção.

O que é o ensino?
O ensino de acordo com o Dicionário Aurélio é: 1- Transmissão de conhecimentos , informações ou esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação ou a um fim determinado, instrução; 2- Os métodos empregados para ministrar o ensino; 3- Magistério; 4- Esforço orientado para a formação ou a midificação da conduta humana; educação; 5- Adestramento, treinamento; 6- Castigo, ensinadela.

ENSINO DE QUALIDADE É UM DIREITO DO CIDADÃO DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

ARTIGO 26 - “TODO HOMEM TEM DIREITO A EDUCAÇÃO. A INSTRUÇÃO ELEMENTAR SERÁ OBRIGATÓRIA, GRATUITA, ACESSÍVEL A TODOS”....

ARTIGO 27- “TODO HOMEM TEM DIREITO DE PARTICIPAR LIVREMENTE DA VIDA CULTURAL DA COMUNIDADE, DO PROGRESSO CIENTÍFICO
E DE SEUS BENEFÍCIOS E DE FRUIR AS ARTES”.


Segundo Pedro Demo Ensinar não significa transferir pacotes sucateados, nem mesmo significa meramente repassar saber. Seu conteúdo mesmo é motivar processo emancipatório com base em saber crítico, criativo, atualizado e competente.
O modo como os professores entendem o que é ensinar afeta o que fazem na sala de aula, pois os aluno hoje não é mais visto como um ser passivo que deve apenas assimilar os conhecimentos que lhe são transmitidos pelos professores. É visto como um ser ativo que aprende não apenas através do contato com o professor e com o conteúdo, mas através de todos os elementos do meio.
A escola precisa aproveitar isso, contextualizando e problematizando seus conteúdos, sempre aproximando com a prática e fazendo com que o aluno compreenda o significado do que foi aprendido, ao desenvolver pesquisas a escola estará contribuindo para que o aluno seja sujeito de seu conhecimento e não mero receptor, assim a escola estará contribuindo para o desenvolvimento do aluno.
O currículo deve-se articular com a realidade, conhecer a comunidade faz com que o currículo seja bem realizado.
A escola também tem o papel de desafiar seus alunos a pensar e umas das possibilidades é apresentar situações-problema (Como foi discutido em sala de aula, pois assim a aula torna-se mais interessante) contextualizando o conteúdo desenvolvido com situações do dia a dia, essas situações levará o aluno a buscar soluções para suas dúvidas e para as suas incertezas.
Segundo Nikos Kazantzakis Os professores ideais são os que se fazem de pontes, que convidam os alunos a atravessarem, e depois, tendo facilitado a travessia, desmoronam-as com prazer, encorajando-os a criarem as suas próprias pontes.
Entendo que os professores pontes são aqueles que buscam fazer uma ligação entre a escola e o contexto da comunidade, do contexto que o aluno tem fora das 4 paredes da escola.
Os professores pontes são aqueles que tem ousadia de criar novos conceitos, desse modo a aprendizagem ganha novos conceitos, assim ampliando as possibilidades de aprender e ensinar.


BIBLIOGRÁFIA:
GIMENO SACRISTÁN, J O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática: In: GIMENO SACRISTÁN, J PÉREZ GÓMEZ, A.T compreender e transformar o ensino 4.ed, ARTMED, 1998.

1 de junho de 2009

ESTUDO ERRADO - Gabriel Pensador

Postado por Ana Paula às 16:55 2 comentários
Videoclipe - Gabriel O Pensador - Estudo Errado





LETRA DA MÚSICA ESTUDO ERRADO - GABRIEL PENSADOR


Algumas definições na Internet para escola são:

* Escola pode se referir a uma instituição de ensino ou a uma corrente de pensamento com características padronizadas que formam certas áreas do conhecimento e da produção humana.(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Escola)

* Instituição social que tem a missão de educar, conjunto de professores (docentes) e dos alunos (discentes), lugar onde se relacionam uns com os outros e se prepara para a vida. (Fonte: pt.wiktionary.org/wiki/escola)

* É uma instituição financeira que vende diplomas; o aluno é o consumidor interessado em comprar; e o professor é o cara que quer atrapalhar as negociações. ... (Fonte: www.felipex.com.br/div_louco_dic.htm)

A música do Gabriel Pensador retrata alguns problemas vividos nas escolas como:
* O aluno não sabe o por que que ele está na escola; Pra que estudar;
* Decoreba pra fazer a prova e depois esquece-se de tudo, pois não aprende;
* Não procura informar-se das coisas que acontecem ao redor, ver televisão, ler jornal, etc.
* O que se ensina na escola não tem nenhuma vivência com o dia a dia do aluno fora da escola.
* As desmotivadoras, etc;

O aluno não vê nenhum motivo para estar na escola, somente acredita que deve sentar e obedecer, estudar pra que? Se ele pode decorar fazer a prova tirar uma ótima nota e depois esquecer tudo.
O que é a escola para alguns alunos, ou até mesmo a maioria, se não um lugar chato, intediante, que rouba seus minutos e segundos com aulas chatas,monótonas e desmotivadoras.
Antigamente as escolas pensavam em criar alunos dóceis, pacientes e ouvintes, hoje pretende-se criar alunos autónomos, pensantes, críticos e opinativos.
A escola além de possibilitar o conhecimento, deve também promover um estimulação por parte do aluno a fim de que ele produza um novo saber, saber esse que colabore para uma transformação social no meio em que este aluno está.
Para o conhecimento acontecer é preciso uma interação entre o aluno e o conhecimento e o professor é o mediador entre esse processo, para isso é importante o professor contextuaizar sua prática com a identidade do aluno interior e exterior, uma interação professor-aluno e aluno-professor, pois quem ensina aprende e quem aprende ensina também, assim é possível criar laços que podem facilitar o processo ensino-aprendizagem.
Ensinar exige respeito aos saberes dos alunos, saberes estes construídos na prática do dia a dia, cujas experiências podem ser aproveitadas para discutir a realidade para associar a disciplina ao conteúdo que esteja sendo ministrado, estabelecendo uma intimidade entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a vivência social que eles têm enquanto indivíduos.
Ensinar exige do professor disponibilidade para o diálogo, exige saber escutar e acima de tudo, bom senso e comprometimento, é saber que o educador deve respeito à autonomia, à dignidade, à identidade do educando, e ser coerente com este saber na prática. Isto exige do professor uma reflexão crítica permanente sobre a sua prática. Além disso, a prática docente é formadora, logo, ética;
Ser professor é mais do que ensinar fórmulas e técnicas, é também educar, formar. Formar pessoas pensantes, com senso crítico, capaz de perceber e combater injustiças, que não aceite passivamente o que a elite social nos apresenta ou impõe, antes argumenta criticamente e luta por seus direitos. Esse é o desafio que todos nós professores ou futuros professores temos pela frente.
 

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